Blue Mountain Parte I: A Missão.
Como não tínhamos feito nada de muito diferente desde que chegamos no Canadá, resolvemos abrir a nossa “temporada” de turismo. Nas próximas semanas queremos conhecer Ottawa, CN Tower, Niagara Falls, Ontário Cience Centre e outros mais que devo estar esquecendo...Pra começar nada melhor do que uma estação de esqui pra mexer um pouco o esqueleto afinal só gelo, comida à vontade e nada de esporte fica mal... Somado ao fato de termos trabalhado pra caramba nas últimas três semanas incluindo dois sábados de trabalho, resolvemos, um dia antes, acordar bem cedo no sábado à ponto de chegar no café por volta das sete e pouco e sair no máximo às oito. Isso tudo pra chegar o mais cedo possível em Blue Mountain - uma estação pra praticar esqui e snowboarding. Pra chegar lá era preciso enfrentar mais ou menos 150km de estrada. Sendo que um pouco mais da metade teríamos que entrar em estradas que não são à moda highways onde a estrada é larga e tudo o mais. Não que essas outras não estejam em boas condições ou que tenham muito tráfego não. Esbarramos, ou diria melhor, caímos num outro problema.... hehehehehe
Como eu não fazia a menor idéia de como chegar lá, tive que mais uma vez recorrer ao Google Earth. Foi daí que eu soube dos 150 e poucos km a serem percorridos...
Saímos como planejado, o relógio marcava 8:05 no painel do carro enquanto eu manobrava o carro na garagem do hotel.... Os primeiros 100km foram tudo certo. Pegamos algumas estradas, passamos por algumas cidades, tudo como anotado no meu celular (já falei que to de celular novo?! Depois escrevo sobre ele...). 
Num certo momento, a partir dos 100km estávamos numa pequena estrada, onde casas cobertas de gelo e geralmente com estalactites enormes com cerca de meio metro às vezes mais, de repente terminou. No final dessa estrada tinha um T. Paramos o carro e ligamos o pisca alerta afinal tava nevando e não queríamos que nada estragasse nossa festa em Blue Mountain - apesar de saber que naquele momento estávamos sozinhos naquela estrada, diria, um pouco esquisita e, que dificelmente algum carro deslizaria a ponto de nos engavetar... Nesse T era possível ver um muro de pedra, quase como um pé de um morro que foi fatiado e ficaram pedras enormes à vista. Nesse muro o pessoal aproveitou pra colocar algumas placas, a maioria de propaganda, pura encheção de saco, nada de útil, nada que nos levasse ao caminho certo, à Blue Mountain. Foi aí que percebemos que em algum ponto tínhamos desviado do nosso rumo...
Resolvemos pegar a direção da esquerda (nesse momento não sabíamos se era norte, sul, leste ou oeste). Andamos uns 3km onde começaram a aparecer algumas casas. Avistamos um posto de gasolina e resolvemos parar o carro e perguntar a direção certa. No posto tinha uma lojinha de conveniência e dentro tinha a única pessoa daquele estabelecimento. Sim, porque frentistas no Canadá nem pensar. Mas também, quem é que gosta de ficar ao relento, na rua, com menos 15 graus e com rajadas de ventos que fazem baixar a sensação térmica pra menos 35. Assim como vários países, gasolina, só com cartão de crédito. É quase como buffet, vc se serve a quantidade que quer, coloca no carro como quer, ninguém te explica nada.
O máximo que vc vai ver é a maquininha do cartão de crédito com uma interface idiota e infantil que não ajuda em nada... Quando usamos o troço pela primeira vez, parece que vai jorrar gasolina pra todo o lado e sinceramente, ainda não me acostumei.....hehehehe. Fora o frio, ficar esperando o tanque encher é um pé no saco! Bom, mas onde estávamos mesmo?! Sim, no posto de gasolina. Nesse a atendente era uma senhora gordinha e alta, gringa, da pesada mesmo, toda despenteada coitada, tb era relativamente cedo e com o frio que tava fazendo, ela certamente achava q não teria muita companhia... Perguntamos pra ela que direção tomar e ela nos disse: voltem até o stop signal que vcs acabaram de passar, dobrem à direita que vcs vão chegar na 124, sigam sempre reto!
Já estávamos percorrendo uns 8 km quando comecei a sentir a sensação de que devíamos avistar alguma coisa, alguma placa, algum indicativo. Sentidos à postos! A única coisa que sabia era que a estação de esqui ficava numa cidadezinha chamada Collingwood...
Finalmente as placas começaram a aparecer. De repente, avistei uma apontando pra direita e com um desenho de avião em cima. Pensei: é essa mesmo! Dobramos à direita mas após percorrer uns 200m lembrei que o avião em cima da placa poderia significar outra coisa. Assim que me dei conta de que provavelmente estávamos errados resolvi dar um U na estrada, meia-volta. Calculei direitinho e tal.... Vou diminuir tudo, sair um pouquinho fora da pista pra virar totalmmmm&*&@$.................................... Caímos. Senti o carro inclinando lentamente pro lado do carona, como se a parte que sustentava o carro do lado direito fosse sendo tragado pra baixo... O carro ficou tombado, com somente as duas rodas da esquerda mal e porcamente encostada na pista, uns 40 graus inclinado para a direita, pra baixo.... O carro ficou inclinado pro lado de fora da pista, quase capotado.
Vou contar na Parte II, como foi o nosso resgate...rsrsrsrs. E também o que diabos nos aconteceu! ...hehehehe
ps: Para aqueles que estão com dúvida quanto à minha integridade física, dêem uma olhada no cara da primeira foto onde diz Blue Mountain. Se vocês perceberem bem, mas bem mesmo... Percebeu? Sou eu!! Mas não ficou muito boa.... A neve cobriu meu rosto se não vcs veriam a minha careta que fiz pra foto....rsrsrs
[felipe.ca]

3 Comments:
ae Felipe!!!
Pra variar um pouquinho..., sempre perdidinho...hehehehe!!! Belo blog... continue mandando notícias sobre suas proezas... hehehehe!
abraços garoto!!!
Ae Felipe ;)
Na próxima feira do livro já tô te vendo autografando o livro "Aventuras e estórias de um gaúcho nas terras geladas do Canadá ".
Manda logo esta parte II q. tô curiosa pra saber o the end rssss
Bjus
Na hora do pega-pra-capar dá um frio na barriga. Mas nas vezes que termina bem vira mais uma boa estória pra ser contada...hehehehe
Tô escrevendo a Parte II: O Resgate. Tá no forno....hehehe
Abraço!
Felipe.
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